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Estabilidade Após Acidente, quem tem direito

Direitos garantidos ao trabalhador insalubre

Você sabe quem realmente mantém o emprego depois de um acidente no trabalho? Essa pergunta guia nossa explicação inicial sobre um tema que afeta a vida do trabalhador e da família.

Nós, da Thays Caruano Advocacia, orientamos de forma clara desde a análise inicial até a solução. Explicamos quando a garantia ao emprego surge, especialmente com afastamento reconhecido pelo INSS e concessão do auxílio-doença acidentário (B91).

O direito costuma surgir quando o acidente ou a doença ocupacional tem nexo com o trabalho, o afastamento ultrapassa 15 dias e o empregado retorna ao posto. Durante esse período, o contrato fica suspenso e a empresa deve emitir a CAT.

Ao longo do artigo, apresentaremos um guia prático para identificar quem tem proteção, quais documentos reunir e como proceder se houver tentativa de dispensa. Também mostramos como atuamos: análise técnica, estratégia previdenciária e trabalhista, e acompanhamento por WhatsApp.

O que significa estabilidade por acidente de trabalho hoje

Vamos esclarecer de forma prática como funciona a garantia legal para quem sofre um acidente no exercício do trabalho.

Proteção legal: trata-se de uma salvaguarda que impede a demissão sem justa causa por um período determinado quando o acidente é reconhecido e o empregado retorna ao serviço.

A Lei 8.213/91 garante 12 meses de proteção após a alta do auxílio-doença acidentário (B91), conforme o art. 118. O art. 19 define o que é acidente de trabalho e o art. 21 equipara eventos como agressão, contaminação, viagem a serviço e trajeto.

Durante o benefício, o contrato fica suspenso pela CLT (art. 476). A comunicação por meio da CAT deve ocorrer até o primeiro dia útil seguinte, e pode ser emitida pelo trabalhador, sindicato, médico ou autoridade, caso a empresa falhe.

Na prática, mostramos como conectar laudos e prontuários para provar a causa entre o evento e as atividades exercidas. Também explicamos os efeitos em caso de morte, que demandam outro tratamento previdenciário para dependentes.

Nossa atuação prioriza comunicação clara e coordenação entre estratégia previdenciária e trabalhista, para proteger seus direitos desde o primeiro contato.

Conceitos essenciais: acidente típico, doença ocupacional e acidente de trajeto

Aqui explicamos, de forma direta, as diferenças entre os principais conceitos previstos na Lei 8.213/91.

Acidente típico é um evento súbito ligado ao exercício das atividades, como queda ou queimadura, que gere lesão e afete a capacidade de trabalho.

Doença ocupacional inclui doenças profissionais e doenças do trabalho, quando o problema decorre da profissão ou do ambiente e das condições de labor. A lei as equipara a acidente para fins de proteção e benefício.

Acidente de trajeto ocorre no percurso residência–trabalho–residência. O art. 21, IV, d, reconhece esse percurso como equiparado a acidente trabalho para efeitos previdenciários.

O que considerar no seu caso

Documentos médicos, relatos sobre as atividades e a cronologia dos fatos reforçam o nexo causal. Jurisprudência recente do TRT‑9 reconheceu acidente de trajeto com afastamento superior a 15 dias e concessão de benefício.

Também entram na proteção agressões de terceiros, força maior e atos de imprudência, desde que ligados ao exercício do trabalho. Nós avaliamos cada situação para definir a melhor estratégia de prova.

Requisitos para ter direito à estabilidade acidentária

Explicamos de forma prática o que é preciso provar para assegurar a proteção legal quando o evento tem relação com o serviço.

Vínculo CLT e nexo com o trabalho

O vínculo de empregado deve estar comprovado por CTPS, eSocial, holerites ou contrato. Sem isso, não há base para a garantia.

O nexo de causa exige CAT, laudos, PPP, LTCAT, prontuários e relatos das tarefas. Esses documentos conectam o evento ao trabalho.

Afastamento superior a 15 dias e concessão do B91

O afastamento precisa ultrapassar 15 dias e resultar na concessão do auxílio-doença acidentário (B91) pelo INSS.

Se a perícia registrar B31 por erro, indicamos recorrer administrativamente para corrigir e garantir o direito.

Retorno ao trabalho e início da contagem do período

A contagem dos 12 meses começa após o retorno, com a alta do INSS. Durante o afastamento, o contrato fica suspenso.

Recomendamos registrar todos os dias de afastamento em ordem cronológica e organizar exames e relatórios. Assim evitamos lacunas que prejudiquem o trabalhador.

Passo a passo imediato após o acidente: do socorro à CAT

Após o acidente, cada atitude tomada nas primeiras horas pode assegurar direitos e provas essenciais. Nossa orientação cobre desde o atendimento até a formalização da comunicação, com acompanhamento por WhatsApp.

Medidas que a empresa deve adotar de imediato

A empresa deve prestar primeiros socorros, afastar riscos e comunicar internamente o ocorrido. É obrigatório registrar a ocorrência e iniciar investigação pela segurança do trabalho.

Também é dever garantir atendimento médico e preservar o local para provas. A falta de providência configura infração e pode gerar responsabilização.

Como emitir a CAT dentro do prazo (mesmo se a empresa não emitir)

A CAT deve ser enviada ao INSS até o 1º dia útil seguinte. Se a empresa não emitir, o próprio trabalhador, dependentes, sindicato, médico ou autoridade pode emitir CAT (Decreto 3.048/99, art. 336).

Orientamos como preencher online com dados do evento, descrição do acidente e anexar laudos. Documente tentativas de comunicação para eventual responsabilização.

Documentos e laudos que fortalecem o seu direito

Reúna atestados, exames, prontuários, fotos, relatos de colegas e registros da CIPA/SESMT. Boletim de ocorrência e evidência do meio de locomoção no trajeto ajudam quando aplicável.

Centralize provas desde o início para facilitar perícia e reduzir recursos. Atuamos com orientação prática para garantir que a comunicação acidente trabalho e a documentação estejam corretas.

Auxílio-doença acidentário (B91): como solicitar e comprovar

Descrevemos o fluxo do pedido do B91 e as providências essenciais para demonstrar que a incapacidade veio do trabalho. O auxílio-doença acidentário é devido quando há incapacidade temporária por acidente ou doença ocupacional, com avaliação pela perícia do INSS.

Perícia do INSS e comprovação da incapacidade temporária

Agende pelo Meu INSS e junte CAT, laudos, atestados e exames. Organizamos o histórico clínico para mostrar a evolução da incapacidade e as restrições funcionais.

Na perícia, evidencie sinais, tratamento e limitação da capacidade para a função. Se necessário, apresentamos prova complementar e pedimos revisão administrativa.

Diferença entre B31 e B91 e impactos no contrato

O B31 é auxílio comum e não gera estabilidade; o B91 garante proteção ao trabalhador e mantém FGTS durante o afastamento. O contrato fica suspenso enquanto durar o benefício.

Se o INSS conceder B31 indevidamente, atuamos com recurso e juntada de documentos para visar a correta classificação e eventual indenização quando cabível.

Estabilidade pós-acidente: prazo, início e cobertura

O prazo de proteção inicia-se com o retorno ao trabalho, depois da alta concedida pelo INSS. A lei prevê 12 meses de estabilidade a contar do primeiro dia de exercício após a alta do B91.

O que cobre: proteção contra dispensa sem justa causa, manutenção das condições contratuais e respeito às limitações indicadas pelo médico. Durante esse período, o FGTS e demais direitos seguem vigentes conforme a legislação.

Na prática, os 12 meses significam que férias, 13º e benefícios continuam a ser geridos normalmente. Recomendamos documentar o retorno com atestado de alta, comunicado à empresa e exames ocupacionais para segurança jurídica.

Se houver tentativa de demissão ou alteração incompatível, orientamos registrar ocorrências “durante período” e reunir provas. Casos de alegada justa causa exigem prova robusta por parte do empregador.

Nossa atuação é preventiva: alinhamos funções compatíveis com a saúde do trabalhador, comunicamos formalmente e buscamos solução rápida. Em violação, acionamos medidas para reintegração ou indenização substitutiva.

Direitos durante o afastamento e no retorno ao trabalho

A seguir detalhamos os direitos que o trabalhador mantém durante o afastamento e no momento do retorno. Explicamos o que muda no contrato e como garantir proteção prática.

Suspensão do contrato, FGTS e manutenção de direitos

Durante o afastamento por B91 o contrato fica suspenso conforme a CLT (art. 476). Ainda assim, os depósitos do FGTS são devidos e o vínculo se mantém.

Durante período de benefício, o empregado mantém direito a recolhimentos e ao histórico que contará para férias e 13º após o retorno.

Readaptação de função e compatibilidade com a saúde

O retorno exige atestado de capacidade e exames ocupacionais. A readaptação de função deve respeitar limitações médicas e não reduzir salário indevidamente.

Orientamos ajustes ergonômicos, treinamentos e documentação das mudanças. Assim protegemos a capacidade laboral e evitamos exposição a risco que causou o acidente trabalho.

Atuamos acompanhando a transição, registrando acordos e notificações, para que o trabalhador tenha respaldo se houver descumprimento pela empresa.

Demissão durante a estabilidade: o que fazer

Quando a demissão ocorre no período de proteção, agir rápido protege direitos e evita perda de valores. Avaliamos documentos e definimos se o melhor caminho é reintegração ou acordo. Atuamos com rapidez e acompanhamos cada etapa pelo WhatsApp.

Reintegração ou indenização substitutiva

Se houver dispensa sem justa causa durante a estabilidade, o empregado pode pedir reintegração com pagamento dos salários do período. Outra opção é a indenização substitutiva, que compensa a saída imediata.

Pedimos tutela de urgência quando há risco de dano irreparável. Em casos com prova robusta, negociamos valores e calculamos reflexos. A demitido justa causa afasta o direito, mas cabe à empresa provar a falta grave.

Reflexos em férias, 13º, FGTS e demais verbas

As verbas envolvidas incluem salários do período, 13º proporcional, férias + 1/3, depósitos do FGTS e demais benefícios. A empresa pode ser condenada a recolher valores e, em casos extremos, pagar danos morais.

Oriente-se a guardar atestados, laudos de retorno e comunicações. Também recomendamos consultar nosso guia sobre quem trabalha com carteira assinada tem para entender reflexos previdenciários e trabalhistas.

Justa causa durante a estabilidade: quando pode ocorrer

Em algumas situações a empresa ainda pode aplicar justa causa, mas precisa seguir critérios rígidos e comprovar a falta grave prevista no art. 482 da CLT.

Os casos exigem prova robusta, imediatidade e proporcionalidade. A jurisprudência exige documentos, testemunhas e registros que justifiquem a medida disciplinar.

Listamos hipóteses típicas: desonestidade, embriaguez em serviço, abandono de função. Mesmo assim, a empresa deve demonstrar o nexo entre a falta e o desempenho no trabalho.

Orientamos o empregado a reunir provas, pedir formalização da acusação e registrar sua versão. Acusações ligadas ao acidente ou ao acidente trabalho pedem cautela, pois o contexto médico pode influenciar o comportamento.

Quando a justa causa é indevida, buscamos reversão judicial, reintegração ou indenização. Avaliamos responsabilidade da empresa por ausência de treinamento ou falha na segurança.

Nossa atuação combina análise minuciosa das provas e defesa ativa. Negociamos acordos quando a prova é frágil, para garantir segurança jurídica e proteger o histórico profissional do trabalhador.

Doença ocupacional e burnout: quando há equiparação a acidente

Quando a doença nasce no ambiente de trabalho, o direito pode envolver proteção e benefício. A Lei 8.213/91 (art. 20) equipara doença profissional e doença do trabalho ao acidente para fins previdenciários.

Doença ocupacional inclui condições físicas e mentais geradas pelo exercício laboral. O burnout, reconhecido na CID‑11 como fenômeno relacionado ao trabalho, pode ser qualificado como doença ocupacional se houver prova do nexo.

Para demonstrar a ligação entre a causa e o trabalho, colecionamos relatos, metas, jornadas e métricas de carga. Laudos psicológicos e psiquiátricos, prontuários e exames mostram perda de capacidade e evolução clínica.

Como comprovar o nexo com o ambiente de trabalho

Documentos essenciais: CAT, PPP, LTCAT, ASO, relatórios médicos e pareceres especializados. Registros de metas, e-mails e testemunhos reforçam o contexto organizacional.

Com o nexo reconhecido, é possível obter o B91 e a proteção após o retorno. Em caso de culpa da empresa, avaliamos pedido de indenização por danos morais e materiais.

Em regimes híbridos ou teletrabalho, adaptamos a estratégia probatória para mostrar pressão e organização do trabalho. Nossa equipe integra prova técnica e jurídica para fortalecer cada caso. Veja mais sobre burnout e direitos aqui.

Acidente de trajeto hoje: efeitos na estabilidade e no B91

Provar que o evento aconteceu no caminho habitual para o trabalho é essencial para garantir direitos previdenciários.

O art. 21, IV, d, da Lei 8.213/91 equipara o acidente de trajeto a acidente trabalho para fins do INSS. Jurisprudência recente (TRT‑9, 2025) confirmou a proteção quando houve afastamento superior a 15 dias e concessão do auxílio.

Para caracterizar o trajeto, registre origem, destino, horários e rotas habituais. Indique qualquer desvio justificável e descreva o meio de transporte usado no dia.

Ao emitir a CAT, detalhe o percurso e as circunstâncias. Nossa orientação inclui a comunicação acidente trabalho mesmo se a empresa hesitar.

Os efeitos práticos podem incluir a concessão do B91, depósitos de FGTS durante o afastamento e estabilidade por 12 meses após o retorno. Laudos e prontuários confirmam lesões e incapacidade temporária.

Recomendamos checklists com fotos, BO quando cabível, testemunhas e exames. Vigie os meses após o evento para controlar prazos e o cronograma de benefícios.

Atuamos consolidando provas, acompanhando pedidos no INSS e, se necessário, promovendo medidas judiciais para resguardar o trabalhador e a proteção prevista em lei.

Indenizações possíveis: morais, materiais e estéticos

Mostramos quais danos podem ser reclamados quando um acidente no trabalho gera prejuízos à vida e à renda do trabalhador.

Critérios de cálculo e responsabilidade do empregador

Tipos de indenização: materiais (gastos médicos, lucros cessantes, perda salarial), morais (sofrimento, abalo) e estéticos (sequelas visíveis).

Cálculo considera extensão do dano, redução da capacidade para o trabalho, renda e idade. Jurisprudência e precedentes também influenciam valores.

Quando cabe pensão mensal? Em casos de perda parcial ou total da capacidade que reduza a renda habitual.

A responsabilidade da empresa exige nexo entre o acidente e a atividade, e culpa ou omissão (negligência, imprudência, falha em segurança).

Em casos de morte, dependentes podem pleitear indenização por perda de renda e danos morais.

Provas essenciais: laudos periciais, ASO, ordens de serviço, registros de EPIs e treinamentos, relatórios médicos e documentos do exercício.

Diferenciamos indenização civil de benefícios previdenciários; ambos podem coexistir. Avaliamos efeitos fiscais e estratégias de execução ou acordo.

Nossa metodologia mapeia cenários com estimativas fundamentadas em provas e precedentes, dando previsibilidade para o cliente.

Boas práticas de prevenção e cumprimento de normas no ambiente de trabalho

A cultura de segurança se constrói com treinamentos, documentação e participação dos trabalhadores.

A legislação exige emissão de CAT e a manutenção de condições seguras. Cumprir as normas vigentes evita autuações e reduz riscos de acidentes.

Adote medidas básicas: treinamentos regulares, uso correto de EPIs, sinalização visível, ergonomia adequada e procedimentos de emergência prontos para execução.

A empresa tem a responsabilidade de mapear riscos das atividades e implantar controles. Auditorias internas, CIPA atuante e registros consistentes são essenciais.

Estimule o reporte de quase-acidentes para corrigir falhas antes que virem acidentes. A documentação correta facilita a defesa em caso de acidente trabalho.

Implemente planos de ação pós-ocorrência para evitar repetição. Programas de saúde ocupacional melhoram produtividade e clima organizacional.

Nosso suporte inclui rotinas preventivas, consultoria e orientações práticas para comunicação clara entre lideranças e equipes.

Como nós ajudamos: orientação clara, online e presencial, do início à solução

Nossa atuação organiza prova e estratégia para proteger seus direitos desde o primeiro contato. Atuamos com linguagem simples e transparência em cada etapa do seu caso.

Atuação em INSS, benefícios por incapacidade e estabilidade acidentária

Montamos a estratégia previdenciária e trabalhista, integrando documentos médicos, CAT e laudos para o B91 e para a estabilidade acidentária. Cuidamos da diferenciação entre B31 e auxílio-doença acidentário e acompanhamos perícias e recursos no Meu INSS.

Agimos rápido quando há violação: buscamos reintegração ou indenização e coordenamos medidas trabalhistas para resguardar sua posição perante a empresa.

Atendimento simples, transparente e acompanhamento pelo WhatsApp

Oferecemos atendimento online e presencial para todo o Brasil. Mantemos atualizações constantes pelo WhatsApp para que você saiba prazos, riscos e próximos passos.

Suporte adicional em questões cíveis do dia a dia

Além das demandas previdenciárias, prestamos suporte cível em família, consumo e contratos quando o acidente impacta a vida pessoal. Auxiliamos a emitir cat e organizamos a narrativa do evento se a empresa se omite.

Se quiser entender mais sobre como proceder quando não consegue trabalhar, veja nosso guia sobre direitos ao benefício.

Conclusão

Para finalizar, sintetizamos o que precisa ser feito nos meses após retorno: a proteção legal cobre 12 meses após a alta do B91, desde que comprovados CAT, nexo e benefício. Registre o retorno e guarde documentos básicos.

Mantenha provas organizadas nos meses após o evento. Isso facilita perícia e defesa dos seus direitos em caso de dispensa indevida.

Se houver demissão irregular, podemos buscar reintegração ou indenização. Também orientamos a preparação para a perícia e a readaptação no trabalho para reduzir riscos no período.

Estamos disponíveis online e presencialmente, com acompanhamento por WhatsApp. Fale conosco para iniciar sua estratégia e proteger o trabalhador de forma clara e prática.

FAQ

Quem tem direito à estabilidade após acidente de trabalho?

Têm direito empregados com vínculo CLT que sofram acidente típico, de trajeto ou doença ocupacional e que comprovem nexo causal com as atividades. Também é garantido a quem recebeu auxílio-doença acidentário (B91) quando o afastamento ultrapassa 15 dias e a perícia do INSS reconhece a incapacidade temporária.

O que significa estabilidade por acidente de trabalho hoje?

Significa garantia de emprego por 12 meses a partir do retorno após afastamento por acidente de trabalho ou doença ocupacional reconhecida. Esse período visa proteger o trabalhador recuperado de demissões sem justa causa enquanto busca readaptação ou tratamento complementar.

Quais são as definições legais de acidente típico, doença ocupacional e acidente de trajeto segundo a Lei 8.213/91?

Acidente típico é o evento súbito ligado ao trabalho; doença ocupacional decorre da exposição contínua a agentes do ambiente de trabalho; acidente de trajeto é o ocorrido no percurso residência-trabalho ou trabalho-residência. A Lei 8.213/91 detalha essas hipóteses e o reconhecimento formal para fins de benefícios e proteção.

Quando o trajeto é equiparado a acidente de trabalho?

O trajeto é equiparado quando ocorrer entre residência e local de trabalho, sem desvios voluntários e com uso de percurso habitual. Também se aplica quando o trabalhador realiza atividade antes do ponto de chegada que seja necessária ao emprego, conforme jurisprudência e normas do INSS.

Quais requisitos são necessários para ter direito à estabilidade acidentária?

Precisamos do vínculo CLT ativo, do nexo causal entre o agravo e o trabalho, do afastamento por mais de 15 dias comprovado por laudos e do reconhecimento do auxílio-doença acidentário (B91) pelo INSS. Documentos médicos e a comunicação do acidente reforçam o direito.

O que caracteriza vínculo CLT e nexo causal com o trabalho?

Vínculo CLT é a relação empregatícia formal. O nexo causal exige provas médicas e técnicas que relacionem o acidente ou a doença às atividades laborais, como laudos, exames, relatórios de prontuário e comunicação de ambiente insalubre ou perigoso.

Por que o afastamento superior a 15 dias é relevante e o que é o B91?

Afastamentos até 15 dias são pagos pelo empregador; acima disso, o INSS assume com o auxílio-doença acidentário (B91). O B91 identifica incapacidade temporária por acidente de trabalho e é critério importante para começar a contagem da garantia de emprego de 12 meses após o retorno.

Como começa a contagem do período de garantia após o retorno ao trabalho?

A contagem inicia no dia do retorno ao trabalho após a alta médica do INSS ou quando cessar o benefício B91. É fundamental guardar comprovantes de retorno, comunicações e comprovantes de alta para eventual defesa dos direitos.

Quais medidas a empresa deve adotar imediatamente após um acidente?

Deve prestar socorro, registrar a ocorrência, emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), investigar causas, preservar local e coletar provas, além de encaminhar o trabalhador para atendimento médico e informar a família quando necessário.

Como emitir a CAT dentro do prazo se a empresa não emitir?

O próprio trabalhador, sindicato ou médico pode emitir a CAT online no site do Ministério do Trabalho ou no INSS. É importante registrar a data do acidente; a falta de emissão pela empresa não impede o reconhecimento do direito, mas dificulta provas se não houver documentação alternativa.

Quais documentos e laudos fortalecem o direito do trabalhador?

Laudos médicos, atestados, prontuários, exames complementares, relatório pericial do INSS, boletim de ocorrência, fotos do local, testemunhas, ordens de serviço e a CAT são essenciais para comprovar nexo causal e extensão do dano.

Como solicitar o auxílio-doença acidentário (B91) e o que a perícia do INSS verifica?

Solicitamos o B91 pelo Meu INSS ou em agendamento presencial; apresentamos documentos médicos e exames. A perícia avalia incapacidade temporária, relação com o trabalho e necessidade de afastamento. Se reconhecido, o benefício garante pagamento e respaldo para estabilidade.

Qual a diferença entre B31 e B91 e como isso impacta a proteção no emprego?

B31 é auxílio-doença comum (sem relação direta com trabalho) e B91 é acidentário. O B91 costuma amparar estabilidade; o B31 não gera a mesma garantia de emprego por acidentes de trabalho, dificultando o direito à manutenção do vínculo.

Qual é o prazo e cobertura da garantia de emprego após acidente?

A cobertura dura 12 meses a contar do retorno ao trabalho após alta do INSS em casos reconhecidos como acidentários. Abrange proteção contra dispensa sem justa causa e manutenção de direitos como FGTS e contagem de tempo de serviço.

Quais direitos permanecem durante o afastamento e no retorno ao trabalho?

Durante o afastamento o contrato fica suspenso, o trabalhador recebe benefício do INSS e mantém FGTS e estabilidade após retorno. No retorno, temos direito à readaptação, vagas compatíveis e preservação de salários e vantagens contratuais.

Como funciona a readaptação de função e sua compatibilidade com a saúde?

A readaptação busca manter o trabalhador em atividade compatível com suas limitações. Deve ser baseada em laudo médico, respeitar as restrições e, quando impossível, oferecer alternativas ou reabilitação profissional pelo INSS.

O que fazer se o empregador demitir durante o período de garantia?

Devemos buscar reintegração ou indenização substitutiva. É recomendável coletar documentos, procurar o sindicato e ajuizar reclamação trabalhista para pleitear pagamento de salários, FGTS, multas e demais verbas correspondentes ao período garantido.

Quais os reflexos em férias, 13º, FGTS e demais verbas se houver demissão indevida?

A demissão indevida durante o período garante pagamentos de salários do período, 13º proporcional, férias proporcionais acrescidas do terço, depósito do FGTS com multa de 40% e demais verbas trabalhistas, conforme decisão judicial ou acordo.

A justa causa pode ser aplicada durante a garantia de emprego?

A justa causa só é válida quando há falta grave comprovada pelo empregador. Durante o período garantido, a empresa precisa provar o motivo da demissão. Em casos de dúvida, é comum contestarmos a justa causa na Justiça do Trabalho.

Quando doença ocupacional ou burnout são equiparados a acidente de trabalho?

Quando conseguimos demonstrar nexo causal com condições do trabalho — como pressão, jornadas exaustivas ou ambiente inadequado — a doença mental ou estresse crônico pode ser equiparada, gerando direito a B91 e à garantia de emprego.

Como demonstrar o nexo entre doença ocupacional e ambiente de trabalho?

Reunimos laudos médicos, histórico de exposição a riscos, atestados, comunicações internas, depoimentos de colegas, inspeções de segurança e laudos técnicos que comprovem as condições nocivas do ambiente de trabalho.

Como o acidente de trajeto afeta a estabilidade e o B91?

Se o INSS reconhecer o acidente de trajeto como acidentário, o afastamento pode gerar B91 e, após o retorno, a garantia de emprego de 12 meses. É preciso comprovar o percurso habitual e a inexistência de desvios voluntários.

Quais indenizações são possíveis: morais, materiais e estéticas?

Podemos pleitear indenização por danos materiais (despesas e perda de renda), morais (sofrimento e abalo psicológico) e estéticos (lesões permanentes). O valor depende da extensão do dano, da culpa do empregador e de perícias técnicas.

Como são calculadas essas indenizações e qual a responsabilidade do empregador?

O cálculo considera gastos comprovados, impacto na capacidade laborativa e agravamento da vida cotidiana. A responsabilidade do empregador pode ser direta (condutas negligentes) ou objetiva em casos previstos por lei, intensificando o dever de indenizar.

Quais boas práticas prevenem acidentes e garantem cumprimento de normas no ambiente de trabalho?

Investimos em treinamento, avaliação de riscos, equipamentos de proteção, manutenção de máquinas, políticas de ergonomia, programas de saúde ocupacional e comunicação clara de riscos. A fiscalização interna e externa também reduz sinistros.

Como nós ajudamos: que serviços oferecemos do início à solução?

Oferecemos orientação online e presencial sobre emissão de CAT, recursos junto ao INSS, elaboração de laudos, acompanhamento em perícias, ações trabalhistas e cíveis. Nosso atendimento é transparente, com suporte por WhatsApp e acompanhamento integral do processo.

Atuam vocês em demandas do INSS e benefícios por incapacidade?

Sim. Assistimos na solicitação do B91, recursos administrativos, acompanhamento de perícias e em pedidos de reabilitação profissional. Também orientamos sobre impactos na estabilidade e estratégias para garantir direitos.

Que suporte adicional é oferecido em questões cíveis do dia a dia?

Prestamos auxílio em demandas relacionadas a responsabilidade civil, indenizações por danos, acompanhamento em perícias médicas e negociações extrajudiciais para resolver conflitos com empregadores e seguradoras.

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