Você sabe exatamente quais períodos somam para garantir um benefício ou podem deixá-lo sem o direito esperado?
Nós explicamos de forma direta e prática o que é a carência, por que a contagem em meses importa e como isso difere do tempo contribuição. Entender essa diferença evita surpresas no pedido de aposentadoria ou em outros benefícios.
Apontamos quais benefícios exigem meses mínimos, quais são dispensados e exemplos de períodos que não valem para a contagem. Também mostramos documentos e checagens no CNIS que fortalecem sua prova.
Se precisar, contamos com a experiência da Thays Caruano Advocacia para diagnóstico e solução. Para casos sobre auxílio-doença e dispensa de contribuição, veja mais detalhes aqui: auxílio-doença e contribuições.
Carência INSS: o que é e por que influencia seu direito aos benefícios
A contagem dos meses pode decidir se o segurado terá direito ao benefício. Definimos o conceito como o número mínimo de meses de contribuições exigidos para liberar um benefício, distinto do tempo de contribuição, que soma todo o histórico laboral.
Carência x tempo de contribuição: diferenças que mudam o resultado
Um único dia de recolhimento em um mês costuma contar como mês inteiro para a carência, mas o mesmo não vale sempre para cálculo do tempo trabalhado. Esse detalhe altera estratégias: dois segurados com contribuições iguais podem ter carência igual e tempo diferente.
Como a contagem em meses impacta seu planejamento previdenciário
As regras exigem, em geral, 180 meses para aposentadorias; 12 meses para benefícios por incapacidade, com dispensa em acidentes ou doenças graves; auxílio-reclusão pede 24 meses. Saber o período carência e checar o CNIS ajuda a prever quando atingir idade e anos necessários.
Nós acompanhamos do diagnóstico ao plano de ação previdenciário, online ou presencial, para evitar simulações erradas e indeferimentos. Para entender alternativas sobre aposentadoria por tempo, veja nosso texto sobre aposentadoria por tempo de contribuição.
Como calcular a carência do INSS na prática
Vamos mostrar, passo a passo, como transformar seu histórico de contribuições em meses que realmente valem para um pedido de benefício.
Passo a passo usando o CNIS no Meu INSS
Primeiro, acesse o CNIS pelo Meu INSS e identifique vínculos, competências e valores. Some apenas os meses com contribuição igual ou superior ao salário-mínimo.
Data de início das contribuições, competências e soma de meses válidos
Verifique a data início contribuições e a primeira competência paga em dia: ela define o marco inicial da contagem. Um dia com recolhimento válido costuma bastar para que o mês conte.
Trate competências com valores abaixo do piso: é possível complementar, usar excedente de outro mês ou agrupar pagamentos para transformar competências inválidas em válidas.
Perda e recuperação da qualidade de segurado
Se houve perda da qualidade, atente que contribuições pagas após essa perda não contam para a contagem. Em alguns casos de incapacidade, salário-maternidade e auxílio-reclusão, recupera-se metade da carência para alcançar o tempo mínimo.
Nós organizamos o histórico do cliente, orientamos ajustes no CNIS e montamos a estratégia para atingir idade e anos exigidos com menos idas ao INSS.
Regras de carência por benefício: o que cada um exige hoje
Entenda quais regras de meses e tempo se aplicam aos diferentes pedidos de benefício. A seguir explicamos, com clareza, o requisito principal de cada caso e como isso afeta a concessão.
Aposentadorias: idade, tempo de contribuição e 180 meses
Para a maioria das aposentadorias o requisito é de 180 meses carência, além da idade e do tempo contribuição. Em algumas regras há pontos ou pedágio que também influenciam o resultado.
Benefícios por incapacidade: 12 meses e exceções
O padrão exige 12 meses, mas há dispensa quando há acidente de qualquer natureza, doença do trabalho ou doenças graves. Essa dispensa acelera a concessão em casos de necessidade imediata.
Salário-maternidade: mudança recente
Com a ADI 2.110 e a IN 188/2025, o salário-maternidade passou a não exigir tempo mínimo para todas as seguradas. Isso evita negativas por falta de meses de contribuição.
Auxílio-reclusão, pensão por morte e benefícios sem exigência
O auxílio-reclusão exige 24 meses para fatos a partir de 18/01/2019, com comprovação de dependência e baixa renda. Já pensão morte, auxílio-acidente, salário-família, reabilitação profissional e serviço social são exemplos de benefícios sem exigência de tempo.
Nós oferecemos orientação clara sobre qual regra se aplica ao seu caso e acompanhamos análise, protocolo e monitoramento até a decisão.
O que conta como carência no INSS
Vamos identificar quais registros e situações valem como meses para fins de benefício. Entender esses pontos ajuda a completar lacunas no seu histórico e acelerar pedidos de aposentadoria ou outros benefícios.
Contribuições mensais iguais ou superiores ao salário‑mínimo
Um mês conta quando há contribuição com valor igual ou superior ao salário‑mínimo. Verifique no CNIS se a contribuição lançada alcança esse piso.
Períodos reconhecidos
Entram na contagem: salário‑maternidade (com exceções legais), período como prestador de serviço a pessoa jurídica após 04/2003 quando comprovado, e contribuições ao RPPS certificadas para CTC, desde que não usadas no regime de origem.
Outras situações válidas
Também podem contar os primeiros 15 dias de afastamento pagos pelo empregador antes da DII e anistias com previsão expressa para cômputo. Esses atos legais transformam períodos que, à primeira vista, não têm valor em meses úteis.
Exemplo: o aproveitamento de prestação a PJ pós 04/2003 frequentemente elimina lacunas no CNIS e reduz o tempo até atingir os anos exigidos para aposentadoria.
Atuamos na revisão do CNIS, em complementações e certificações para fazer valer cada mês elegível, com comunicação simples e foco na segurança das informações.
O que não conta como carência e costuma gerar indeferimentos
Nem todo tempo registrado no CNIS transforma-se em mês válido para fins de benefício. Identificar o que fica fora evita pedidos negados e perda de prazo.
Serviço militar, tempo rural e retroação da DIC
Tempo serviço militar obrigatório ou voluntário exercido até 12/11/2019 geralmente não soma para carência. O mesmo vale para tempo rural anterior a 11/1991, salvo exceções do segurado especial.
A retroação da data início contribuições pode contar para o tempo contribuição, mas não para o período carência na maioria dos pedidos, gerando indeferimentos.
Contribuições em atraso e períodos indenizados
Contribuições pagas após perda da qualidade de segurado não entram na contagem. Períodos indenizados do regime especial também são, em regra, excluídos.
Auxílio-acidente, aviso-prévio e competências abaixo do mínimo
O tempo em gozo de auxílio-acidente e o aviso-prévio indenizado não somam meses para carência.
Competências com valor abaixo do mínimo só valem se houver complementação, uso de excedente ou agrupamento. Nós orientamos a revisar vínculos e montar um plano de regularização para evitar negativas na concessão.
Mudanças recentes: IN 188/2025 e ADI 2.110 na carência
As novas normas e decisões do STF mudaram o cenário para quem busca reconhecer tempo e completar meses. Atualizamos nossos procedimentos para aplicar essas mudanças nas demandas de direito previdenciário.
Salário-maternidade sem carência para todas as seguradas
Com a ADI 2.110 (STF, 21/03/2024) e a IN 188/2025, o salário-maternidade deixou de exigir período mínimo para todas as seguradas.
Isso simplifica pedidos e reduz indeferimentos por falta de meses pagos. Nós orientamos sobre quais documentos apresentar para garantir a concessão rápida.
Serviço militar obrigatório após 13/11/2019 passa a contar
A instrução agora prevê que o serviço militar obrigatório exercido após 13/11/2019 pode ser computado como mês válido, desde que haja certificação.
Esse reconhecimento amplia chances de completar o tempo necessário sem contribuições adicionais.
Reconhecimento do trabalho infantil e impacto no tempo
O INSS passou a admitir, quando comprovado, trabalho em idade inferior à legal para fins de tempo de contribuição.
Embora o efeito seja sobre o tempo, isso pode influenciar o cálculo da carência e a estratégia de pedidos. Recomendamos reunir provas documentais e testemunhais.
Como agimos: atualizamos a análise de processos, orientamos a documentação e aplicamos as novas regras ao seu caso. Para saber mais sobre requisitos e cálculo, veja nossa página sobre carência direito previdenciário.
Contribuições em atraso e período de graça: quando contam para a carência
Saber quando contribuições em atraso podem ser aproveitadas evita surpresas no pedido de benefício. Nem todo recolhimento fora do prazo conta como mês válido; depende do tipo de vínculo e da manutenção da qualidade de segurado.
Empregados e avulsos: responsabilidade do recolhimento
Para empregados e avulsos, a obrigação de recolher pertence ao empregador ou contratante. Por isso, períodos podem ser considerados para a contagem mesmo que o pagamento tenha ocorrido tardiamente.
É comum que a cobrança judicial ou administrativa permita somar meses. Verificamos o CNIS e orientamos ações para responsabilizar o empregador quando necessário.
Individuais e facultativos: marco da primeira contribuição
Para contribuintes individuais e facultativos, o ponto inicial é a primeira contribuição paga em dia. A partir daí, atrasos podem ser compensados enquanto não houver perda da qualidade de segurado.
Caso a qualidade seja perdida, o pagamento posterior costuma contar apenas para o tempo de contribuição, não para a carência exigida ao benefício.
Período de graça: normalmente 12 meses, podendo prorrogar a 24 ou 36 em hipóteses previstas. Durante esse intervalo o segurado mantém direitos sem recolher.
Nós ajudamos a diagnosticar quando vale regularizar atrasos e quando o esforço só muda o tempo, não o período mínimo exigido. Para ler mais sobre aproveitamento de atrasados, veja este artigo sobre contribuição em atraso e carência.
Como comprovar a carência e evitar divergências no seu pedido
Documentos bem organizados reduzem chances de divergência nos processos previdenciários. Começamos pelo CNIS, usando-o como base e reforçando com provas externas quando necessário.
Documentos que fortalecem a prova
Listamos e solicitamos CTPS, holerites, guias de recolhimento, RPAs, contratos de trabalho, CTC de RPPS e comprovantes de salário‑maternidade. Esses arquivos comprovam dias, meses e o valor das contribuições.
Ajustes no CNIS e complementações
Orientamos como pedir acerto de vínculos e remunerações no CNIS e quando anexar documentos. Fazemos complementar competências abaixo do mínimo, usar excedentes e agrupar meses para validar competências que, isoladas, não contam.
Explicamos por que períodos podem valer para tempo, mas não para carência, e como isso afeta benefícios distintos.
Atuamos na coleta, organização e no acompanhamento do pedido até a decisão, reduzindo exigências. Para calcular quando você atinge o prazo até se aposentar, veja nosso simulador: quanto tempo falta para eu me.
Como nós ajudamos: orientação clara, estratégia e acompanhamento
Mostramos como transformamos informações em estratégia clara para garantir seu direito ao benefício. Atuamos do diagnóstico à solução com transparência e organização.
Atendimento online ou presencial, linguagem simples e segurança nas informações
Oferecemos atendimento online e presencial, com explicações diretas e documentos organizados para evitar questionamentos.
Analisamos o CNIS e outros arquivos, identificamos períodos que contam e os que não valem, e propomos medidas para recuperar meses quando houver possibilidade.
Direito previdenciário e cível do dia a dia: contato rápido pelo WhatsApp
Trabalhamos em pedidos de aposentadoria tempo, aposentadoria invalidez, pensão por morte e revisões. Também atuamos em conflitos familiares, consumo e contratos.
Definimos a melhor regra de benefício para que você tenha direito no menor prazo possível. Acompanhamos o processo do protocolo ao desfecho e mantemos atualizações por WhatsApp para agilizar cada etapa.
Conclusão
Concluímos com uma mensagem clara: entender a carência INSS e as regras atuais evita surpresas e garante decisões seguras sobre o seu direito.
Reforçamos que as aposentadorias exigem 180 meses carência, enquanto casos de doença, invalidez ou acidente podem dispensar esse requisito. Em muitos pedidos, pensão morte e outros benefícios não pedem período mínimo.
Verifique no CNIS se os períodos contam e se o serviço militar recente pode preencher meses faltantes. Nós oferecemos orientação direta, estratégia personalizada e acompanhamento constante.
Atendemos em todo o Brasil, online ou presencial, com contato rápido por WhatsApp para analisar seu tempo, anos e definir a melhor rota ao benefício.
